03 janeiro 2014



"Que Deus possa sempre estar em primeiro lugar
Não adianta o mundo conquistar se a vontade do Senhor, você não realizar
Tudo só vai começar a dar certo, quando você começar a servir a Deus, por tudo que Ele é e não por tudo que Ele pode te dar
Coloque Deus em primeiro lugar em sua vida e com o resto você não precisa se preocupar, que o tudo que você precisar, Ele acrescentará na sua vida"




English translation

"May God always come first
No use to conquer the world if the will of the Lord, you do not perform
It will only start to work when you start to serve God for all that He is and not for what He can give you

Put God first in your life and the rest you need not worry, that everything you need, He will add in your life "






20 dezembro 2013

O PROFETA AMÓS

                                                                                                                                                   Rogério Adriano Pinto
 
INTRODUÇÃO
 
O profeta Amós exerceu o seu ministério em Israel no século VIII a.C., e foi contemporâneo de Jonas e Oséias. Ele revela quatro fatos importantes a respeito de si mesmo em 1.1:
(1) Era boieiro e cultivador de sicômoros em Tecoa, aldeia de Judá, situada a cerca de 20 km ao sul de Jerusalém (ver 7.14).
(2) Ele "via" suas mensagens (i.e., tinha visões proféticas; cf. 7.1,4,7; 8.1,2; 9.1) a respeito de Israel, o Reino do Norte. Embora fosse leigo e não tivesse o status de profeta, nem por isso deixou de ser chamado por Deus para profetizar à rebelde Israel (cf.7.14,15). Seu nome significa "carregado" ou "carregador de fardos".
(3) O ministério de Amós, em Israel, foi desempenhado durante o reinado de Uzias, em Judá, e Jeroboão II, em Samaria. O reinado de ambos coincide com o período que vai de 767 - 753 a.C. O mais provável é que Amós tenha profetizado entre 760-755 a.C.
(4) Ele profetizou durante os dois anos que antecederam o terremoto. A arqueologia apresenta diversas evidências que provam a ocorrência de um terremoto de grandes proporções, nesse período, em várias localidades de Israel, inclusive Samaria. Passados duzentos anos, Zacarias faria menção ao mesmo terremoto (Zc 14.5), fornecendo-nos mais um indício da enormidade da catástrofe. A referência ao cataclismo por Amós sugere que o profeta o considerava uma confirmação da sua mensagem e ministério proféticos em Israel (cf. 9.1).
Durante o ministério de Amós, o Reino do Norte achava-se em seu apogeu quanto à expansão territorial, à paz política e à prosperidade nacional. Internamente, porém, estava podre. A idolatria encontrava-se em voga. A sociedade esbanjavase à procura dos prazeres. A hipocrisia e a imoralidade grassavam. O sistema judiciário corrompia-se cada vez mais, e a opressão aos pobres tornara-se lugarcomum. Obedecendo à vocação do Deus de Israel, Amós proclama corajosamente a sua mensagem centrada na justiça, retidão e retribuição divina. Mas o povo, infelizmente, não queria ouvir o que o Senhor tinha a dizer-lhe.
 
1. SITUAÇÃO POLÍTICA, ECONÔMICA E ESPIRITUAL DE ISRAEL
 
Uzias de Judá e Jerobõao II, de Israel (ambos reinaram no mesmo período), desfrutaram da paz e prosperidade. Os inimigos militares estavam quietos ou haviam sido esmagados. A Assíria havia derrotado a Síria, permitindo que Jeroboão II ampliasse suas fronteiras (II Rs. 14.25). O comercio trouxe novo surto de riquezas. Tanto Judá (ao sul), quanto Israel, ao norte, cresceram, e o reino de Israel combinado com o de Judá chegou a Ter quase as mesmas dimensões que tiver na época de Davi e Salomão, a era áurea de Israel. Embora a Assíria tivesse se tornado uma ameaça militar, sob o governo de Tiglate-Pileser III (745-727 a. ),qualquer ameaça vinda daquela direção parecia remota àqueles que descansavam na prosperidade de Israel.
Sucedeu que a prosperidade material como é usual, provocou suas corrupções sociais e religiosas. A vida fácil estava debilitando moralmente o povo (Am. 2.6-8; 5.11,12). Amós sentiu ser necessário denunciar a vida de luxo, a idolatria e a depravação moral do povo, advertindo sobre o julgamento e o cativeiro final. A adoração do Baal cananeu foi adotado no culto de Israel. A prostituição ritual fazia parte desse culto. Alcoolismo, violência, grosseria, sensualidade e idolatria eramconstantes. Israel participava dessa corrupção (Am. 4.4,5 e 5.5), corrompendo totalmente o ideal do monoteísmo. A degradação geral degenerou para a injustiça judicial, onde os ricos exploravam os pobres, produzindo um virtual estado escravocrata.
A opressão contra os pobres era intensa (Am. 2.6 ss.), os famintos eram deixados famintos (Am.2.6 e 8.6), os agiotas exploravam suas vitimas (Am. 5.11ss. e 8.4-6). A religião não era negligenciada, mas havia sido pervertida (Am.3.4;4.4 e 7.9). O julgamento divino era iminente.
 
2. A PESSOA DO PROFETA
 
Amós nasceu em Tecoa, aldeia a dez quilômetros ao sul de Belém. Era pastor sem treinamento teológico, acerca de quem nada sabemos até o momento de sua chamada. Também trabalhava como cultivador de sicômoros (Am. 7.14). Migrava em certo período do ano para o território mais fértil de Efraim, onde trabalhava com os sicômoros. Portanto era um leigo, humilde e seminômade, e não um membro da classe profética, tendo-se recusado a ser chamado de profeta, embora admitindo Ter sido forçado a entrar no ministério profético, por comissão divina.
Em uma série de visões, provavelmente no fim da primavera ou verão de 751 ou 750 a.C. , ele recebeu sua espantosa mensagem concernente a deportação do povo de Israel. Foi acusado de conspiração contra Jeroboão e foi ameaçado por Amazias, sumo sacerdote de Betel. Após Ter cumprido sua missão, Amós retornou a Judá. Permanecem desconhecidos o tempo e a maneira de sua morte, bem como quaisquer detalhes subsequentes de sua vida.
 
3. A MENSAGEM DO PROFETA
 
a) O conceito de Deus. Amós tinha um elevado conceito de Deus, Deus é o criador (4.13), além de ser o sustentador da criação (4.8; 9.6). Deus julga e castiga o pecado sob a forma de fome (4.6-11), ou confere a abundância (9.13). Deus controla os destinos dos povos (1.5). Ele é o Juiz e determinado das leis morais, considerando os homens responsáveis por seus atos (1.3-2.3).
b) A lei moral. Amós deixou claro que nenhuma formalidade, rito cerimonia, festividade ou qualquer outro fator, pode substituir a moralidade básicas. Se os homens não seguirem as implicações dessa verdade, terão de enfrentar o julgamento (5.27). Deus ameaça os ímpios (9.1). Ele denuncia a injustiça social (2.6-8; 4.1ss. e 6.1ss.) .
c) Arrependimento. Esse é o objetivo colimado das profecias condenatórias (5.4,11,15,24).
d) O julgamento não é a palavra final. O profeta encerra com uma promessa de dias mais brilhantes (9. 11-150, dizendo que essa será a obra divina no futuro. Contudo a profecia de Amós foi rejeitada. E suas ameaças tiveram cumprimento cerca de cinqüenta anos depois.
 
4. MENSAGEM CONTEMPORÂNEA
 
Ao lermos o livro de Amós, podemos observar que a conduta do povo israelita não é muito diferente da sociedade em que vivemos hoje. Podemos começar com a extravagância da alta sociedade, com suas festas, roupas e carros luxuosos, enquanto há pessoas que não tem o que comer. Pessoas prejudicam outras por estarem numa posição superior. Outros em busca de lucros em seus negócios, exploram sem escrúpulos seus empregados, parentes, irmãos e vizinhos. Hoje existe a auto-suficiência, ou seja, um viver sem a ajuda de Deus. Vemos também nos países onde existem guerras pessoas são torturadas sem piedade. É tão comum as promessas não serem cumpridas principalmente dos nossos governantes.
Todas essas praticas são resultado de uma religião formalista, a maioria das pessoas dizem ser cristãs, mas só o são dentro das quatro paredes do templo. Oferecem seu culto, fazem suas orações, cantam, mas não passa disso. O que Deus quer é misericórdia e não sacrifícios.
 
5. ESBOÇO
 
Introdução (1.1-2)
I. Oito Oráculos de Julgamentos às Nações (1.3-2.16)
A. Damasco (1.3-5)
B. Gaza (Filístia) (1.6-8)
C. Tiro (Fenícia) (1.9,10)
D. Edom (1.11,12)
E. Amom (1.13-15)
F. Moabe (2.1-3)
G. Judá (2.4,5)
H. Israel (2.6-16)
II. Três Mensagens Proféticas a Israel (3.1-6.14)
A. O Pecado de Israel Torna-o Réu do Juízo Vindouro (3.1-15)
B. A Corrupção de Israel Está em Todos os Níveis (4.1-13)
C. O Justo Castigo de Israel Será a Destruição e o Exílio (5.1-6.14)
1. O Cântico da Morte (5.1-3)
2. Israel Recusa-se a Buscar ao Senhor (5.4-17)
3. A Religião Pervertida de Israel (5.18-27)
4. Repreensão e Ais contra Israel (6.1-14)
III. Cinco Visões da Retribuição Vindoura pelo Pecado (7.1-9.10)
A. Visão dos Gafanhotos Devoradores (7.1-3)
B. Visão do Fogo Consumidor (7.4-6)
C. Visão do Prumo (7.7-9)
D. Parêntese Histórico: Amazias e Seu Castigo (7.10-17)
E. Visão de um Cesto de Frutos de Verão (8.1-14)
F. Visão do Senhor Julgando (9.1-10)
Epílogo: Restauração Futura de Israel (9.11-15)
 
CONCLUSÃO
 
Ao lermos o livro de Amós vemos o reflexo de nossa sociedade. A injustiça social, explorarão da mão de obra etc. O egocentrismo e a indiferença são atacada nesse livro.
Não podemos nos esquecer que Deus nos tirou do mundo, para não cairmos no mesmo erro de Israel e consequentemente sermos condenados. Devemos crescer na graça e no conhecimento como diz Pedro em II Pe. 3.18.
 
BIBLIOGRAFIA
 
SCHULTZ, Samuel J. A história de Israel no Antigo Testamento Ed. Vida Nova SP 1. Edição
CHAMPLIM, Russel Normam. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia Ed.Candeia 3. Edição 1995 São Paulo
RAMPIM, José Domingos . Apostila Profetas Exílicos e Pós Exílicos

16 dezembro 2013


Confie no Senhor de todo o coração e não de apoio na sua própria inteligência. Lembre de Deus em tudo o que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho certo.
— Provérbios 3:5-6

Postagem em destaque

Buscar a Face de Deus

A busca tem que ser por completo e temos várias provas que Deus que nós o busquemos. Vejam as citações que encontramos na Bíblia: Hebreus ...